A Viagem - Julius Cruzeiros - Berlengas

Contar-te longamente as perigosas/ coisas do mar. Contar-te o amor ardente/ e as ilhas que só há no verbo amar./ Contar-te longamente longamente (Manuel Alegre)

ILHA DA BERLENGA - Reserva da Biosfera da UNESCO

Passo Berlengas 1
1. Porto de pesca de Peniche

Passo Berlengas 2
2. Molhe-oeste, quebra-mar começado a construir em 1935.

Passo Berlengas 3
3. Molhe-leste, quebra-mar começado a construir em 1946.

Passo Berlengas 4
4. Praia do Medão Grande, na qual, em 1589, desembarcou D. António, Prior do Crato, com uma armada de alguns milhares de soldados ingleses, postos à sua disposição por Isabel Tudor, rainha de Inglaterra, numa tentativa de expulsar o rei castelhano D. Filipe I que, à altura, ocupava o trono português.

Passo Berlengas 5
5. Aldeia e praia da Consolação, cujo clima, bastante iodado, é recomendado no tratamento de doenças ósseas. No extremo do promontório rochoso ergue-se o Forte de Nossa Senhora da Consolação, construído no século XVII e cuja muralha meridional se arruinou aquando do terramoto de 1755.

Passo Berlengas 6
6. Fortaleza de Peniche. A fortificação de cor amarelada e de forma circular é a torre do chamado baluarte do Redondo, construído entre 1557 e 1558, nos reinados de D. João III e D. Sebastião. É a defesa mais antiga da península de Peniche que, aliás, está quase toda ela praticamente rodeada de fortificações defensivas. A Fortaleza propriamente dita, construída como que em complemento, foi começada depois da Restauração e concluída em 1645, no tempo de D. João IV. É depois da torre de S. Julião da Barra, em Oeiras, a fortaleza militar mais importante de todo o litoral português, chegando a ser considerada, pelo Barão de Saint-Pardoux como a “Gibraltar de Portugal”. Nela estiveram sediadas tropas francesas da 1ª divisão, e também liberais e as miguelistas; nela se abrigaram, no final do século XIX, alguns refugiados políticos brasileiros e, no princípio do século XX. Alguns “boeres”, refugiados das guerras travadas com os ingleses na África do Sul. De 1930 a 1974, foi utilizada como prisão política do estado Novo. Hoje, é um local de lazer e atividade cultural.

Passo Berlengas 7
7. Pontão chamado de Alto da Vela, provavelmente porque, em tempos remotos, os pescadores aproveitariam a sua situação para transmitirem indicações a quem andava no mar.

Passo Berlengas 8
8. Toda a costa sul da península de Peniche é recortada de estreitos carreiros, que entram como veias pelo corpo da terra adentro. Este é o primeiro, o chamado carreiro do Alto da Vela.

Passo Berlengas 9
9. Carreiro dos Cortiçais, pelas suas características, chegou, em tempos, a ser aproveitado para viveiro de lagostas.

Passo Berlengas 10
10. Porto da Areia. Pequena baia, com uma praiazinha romântica e muito ligada aos costumes ancestrais da população local. Foi deste local que se arrancou a pedra indispensável para a construção dos dois quebra mares do porto. Também aqui existiu, em tempos, uma fortificação militar, para evitar possíveis desembarques de inimigos.

Passo Berlengas 11
11. Carreiro do inferno, assim chamado talvez porque, pela sua estreiteza, o mar entra, mais revolto e violento, no açoite da penedia.

Passo Berlengas 12
12. Carreiro de Joanes. À direita, o chamado Painel das Pombas e à esquerda, cavada a meio da encosta, a Gruta dos Paços de Leonor, a que se encontra ligada uma formosíssima lenda de dois jovens enamorados – Rodrigo e Leonor – que às escondidas das famílias, que se odiavam, ali encontravam o seu romântico ninho de amor.

Passo Berlengas 13
13. Gruta da Furninha. No século passado foi ali descoberto um riquíssimo espólio pré-histórico – de ossadas humanas, restos de animais de espécies já desaparecidas e indústrias humanas -, o que transformou este local no mais importante testemunho, até hoje conhecido, da era quaternária em Portugal.

“Passo
14. Ponta das Gaivotas e Ponta de Leste. A partir daqui, as arribas da costa são mais imponentes.

Passo Berlengas 15
15. Carreiro do Cabo. No seu prolongamento, estendem-se montões de camarinheiras perfumadas, tornando o local um dos mais agradáveis de passeio, repouso e saudáveis da península penicheira.

Passo Berlengas 16
16. Lage dos pargos, um dos mais procurados pesqueiros da costa.

Passo Berlengas 17
17. Cabo Carvoeiro. Com a altura de cerca de 35 metros. No seu extremo, onde em tempos existiu o fortim de Nossa Senhora da Vitória, para defesa da costa, encontra-se hoje um restaurante-casa de chá de onde se disfruta um belíssimo panorama.

Passo Berlengas 18
18. Nau dos Corvos, estranho e importante monólito, que a tradição assim baptizou por, de determinada perspectiva, dar a ilusão do castelo de popa de uma nau que, no local, tivesse naufragado e, teimosamente, se não deixa naufragar.

Passo Berlengas 19
19. Farol do Cabo Carvoeiro, com uma altura de cerca de 25 metros acima do nível do mar. Foi construído em 1779 e é essencialmente formado por uma torre quadrangular, caída de branco e arestas de pedra nua, encimado por uma cúpula vermelha, envidraçada, para a qual, interiormente se sobe por uma estreita escadaria em ziguezague, em lances que perfazem cento e um degraus. Em 1866 foi criada nas suas proximidades uma estação telegráfica e semafórica, de grande utilidade para a época, entretanto extinta.

Passo Berlengas 20
20. Arquipélago das Berlengas, constituído pela ilha principal, a Berlenga (com cerca de 1500 metros de comprimento e 500 de largura, o Cerro da Velha, os Farilhões (Farilhão Grande, Farilhão do Nordeste, Farilhão dos Olhos,Farilhão da Cova e Rabo de Asno) as Forcadas e as Estelas (Estela, Estelão, Pedra de Manuel Jorge, Pedra Redonda, Pedra de Todo o Peixe, Guilhão, Mula, Broeiro, Meda do Norte e Meda do Sul).


Autoria:

Mariano Calado

Vestir roupa e calçado leve;

Circular pelos trilhos;

Respeitar a sinalização;

Colocar o seu lixo nos recipientes próprios na Ilha;

Levar dinheiro, não existe multibanco na Ilha.

Existe na Ilha um restaurante.

Um mini mercado.

Casa de banho pública.